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Retrospectiva 2025

3 rankings e algumas reflexões

Eduardo Vieira por Eduardo Vieira
3 meses atrás
em Blog Nórdico, Fora da Caixa
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Retrospectiva 2025
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Virada de ano é tempo de reflexão.

É um momento em que paramos para olhar para trás e tentar compreender o que passa no dia a dia. . E, também, como é praxe no nosso hobby, é hora de fazer rankings (na verdade, o hobby é obcecado por rankings, vemos ele o tempo inteiro, mas isso é outro assunto).

Esse artigo é uma pausa na série de clássicos para dar uma avaliada nas principais tendências que eu consigo perceber na indústria de jogos, no comportamento dos jogadores (pelo menos dos jogadores com quem consigo jogar e conversar e do que vejo no conteúdo gerado) e, por fim, elencar os cinco melhores jogos lançados no Brasil em 2025 (levando em conta apenas os que joguei, claro), em 3 categorias: Carteado, Familiar e Expert.

Alguns dos tópicos que falarei encontrarão eco no que foi discutido na Live Nórdica do dia 06 de janeiro (link aqui embaixo), mas com o meu ponto de vista. Recomendo ver o vídeo para completar com a visão dos meus colegas.

A Quantidade de Lançamentos não para de subir:

Segundo a Ludopedia, foram lançados no Brasil em 2025 QUATROCENTOS E SETENTA E NOVE JOGOS DE TABULEIRO NOVOS. Não estou incluindo expansões. No mundo é mais difícil fazer a conta (o BGG não dá o número de uma maneira muito fácil) mas, segundo o Google, é algo entre 3500 e 5000 jogos.

Isso é, no Brasil está sendo publicado mais ou menos 10% do que sai no mundo anualmente. Parece pouco, não é?

Só que é muito. Para fins de comparação, é mais ou menos o dobro do que se lançava aqui em 2018. Além disso, a participação dos jogos de tabuleiro no mercado total de brinquedos teria aumentado de aproximadamente 9% em 2017 para mais de 13% em 2024. Isso é, os jogos de tabuleiro não só cresceram como aumentaram a fatia do mercado de brinquedos em geral de maneira significativa em menos de dez anos.

Isso tem um lado bom e um lado ruim.

Por um lado, nunca tivemos tanta variedade disponível. Na maioria das vezes, deixou de fazer sentido importar jogos. As editoras brasileiras, de maneira geral, fazem uma boa curadoria do mercado internacional e trazem os jogos de sucesso em um tempo relativamente curto com e a um preço competitivo com o que você pagaria para trazer o jogo por meios normais (isso é, pagando o frete – se você for lá comprar ou tiver alguém para trazer é outra história).

A importação hoje em dias se justifica apenas quando se quer algo muito específico, como um jogo antigo que não será lançado aqui ou um financiamento coletivo que te interessa muito. Nesse caso, esteja pronto para gastar uma pequena fortuna.

Por outro lado, vamos ser sinceros, se tornou praticamente impossível para os geradores de conteúdo fazerem uma curadoria compreensiva do mercado. NINGUÉM, nem o Paulo (e olha que ele tenta) consegue jogar tudo o que sai que hoje em dia. Olhando para a cena internacional, nem mesmo a Dice Tower consegue ver tudo. Vendo os vídeos anuais de top 100 deles você vê que muitos deles nem conhecem jogos nos quais os colegas estão votando.

Temos então o seguinte cenário: todo mês temos um ou outro lançamento muito badalado e os vários jogos entrando no mercado sem alarde. As vezes são coisa boas e que não recebem a ação que merecem. Eu mesmo, há alguns anos, comprei o Project L no escuro, achei o jogo ótimo e acabei sendo o primeiro influenciador a escrever sobre ele aqui no Brasil.

Quantos bons jogos não devem passar por nós e não darem a sorte de caírem na graça de um influenciador?

Isso traz algumas oportunidades: O jogo é lançado a um preço muito alto quando sai. A tiragem normalmente não é muito grande, mas a menos que o jogo esteja muito hypado, dificilmente irá vender tudo nessa primeira fase de venda. Então, como o espaço no estoque é disputado (todo mês tem lançamento), a editora e as lojas começam a vender o que sobrou com muitos descontos, chegando quase a uma espécie de leilão holandês, onde o preço vai baixando até alguém resolver comprar.

Isso é, se você tiver maturidade para segurar o FOMO, a melhor estratégia para comprar jogos hoje é esperar passar o lançamento e ficar de olho nos preços para arrematar jogos lançados a relativamente pouco tempo num preço bem mais acessível. Exemplo: esse mês eu comprei um Sabika lacrado as 240 reais na Ludopedia.

Isso não funciona com jogos super hypados (os SETI da vida) e com os evergreens. Esses são sempre caros e perigam realmente esgotar rápido. Ainda estamos longe de ter tiragens para o público em massa. E o principal motivo é que existe uma barreira de entrada para consumidores no mercado. É bem difícil para alguém que não é do Hobby aceitar pagar 350, 400 reais num jogo, mesmo que a pessoa tenha o dinheiro.

Quantas pessoas eu conheço que, depois de eu apresentar um jogo e ela gostar, ela me pergunta onde compra e quanto é e, quando eu digo o preço médio, claramente ela se desanima? E não é que ela não “possa” gastar essa quantia, é que na contabilidade mental dela, o preço não se encaixa. Ela paga 400 reais para ir ao Rock in Rio, 500 em um jantar, mas 350 em um “joguinho” parece muito. Além disso, claro, existem muitas pessoas que realmente não tem o dinheiro necessário.

O primeiro problema se resolve aos poucos, a medida que as pessoas entendam melhor os jogos modernos e porque eles não tem o preço dos jogos que ele comprava nas Lojas Americanas na infância. A Estrela tentou fazer uma série de jogos modernos com preços baixos e componentes “singelos” (tipo carta de papel e peão de ludo) e os hobistas não curtiram. Acabou ficando algo no meio do caminho, que não agradou ninguém.

O segundo problema, que é a renda média do Brasileiro, depende de coisas que estão bem acima do que o mercado de jogos poderia resolver. Não vou entrar nessa discussão.

 Qual o papel dos geradores de conteúdo? E porque há tantos deles?

Pelo que foi conversado na live (eu não tinha essa informação), as editoras vêm priorizando mandar os jogos para o pessoal que faz Tik tok, instagram, etc. E isso faz sentido.

O que a editora quer é exposição. Em um mercado tão concorrido, para vender ela precisa que seu jogo seja visto. Um review é uma coisa mais complexa, pois mesmo que seja positivo, ele pode trazer alguns senões. Um vídeo curto apenas mostrando o jogo e falando rapidamente sobre ele, talvez com o influenciador tendo jogado duas partidas, se tanto, só vai ter coisa positiva.

Com efeito, o que mais tem hoje é gente fazendo conteúdo curto, exposição dos jogos. Isso realmente ajuda o usuário final a escolher ou apenas excita o hype?

E uma outra coisa que impressiona é a quantidade de gente gerando conteúdo, seja aqui no Brasil ou lá fora. Todo dia aparece alguém novo nas coisas que o YouTube traz para mim. As vezes eu acho que o hobby deixou de ser jogar e passou a ser fazer conteúdo sobre jogos.

Eu acreditava que isso fosse uma moda, mas está durando. As barreiras de entrada são baixas, existe a monetização, então muita gente começa a fazer.

Porem, é dificil se diferenciar da multidão e é ainda mais difícil conseguir ser consistente a ponto de começar a ganhar dinheiro. Acho que muitos desistem, mas sempre tem gente nova entrando.

O resultado final é uma inundação de vídeos com mais ou menos os mesmos temas, reviews dos mesmos jogos, rankings muito parecidos entre si. Eu acabo procurando mais coisa lá de fora do que do Brasil e posso dizer que o problema não é só nosso.

Existe um cara novo que eu vou indicar para vocês, o BigPasti (video abaixo). Ele não faz muitos videos, mas o que faz são análises gerais muito bem feitas. Além disso, tem os tradicionais, o Dice Tower é muito bom, o 3 minute Board Games é excelente na sua objetividade e para gameplays eu gosto muito do John Gets Games. Para uma explicação de regras mais convencional, eu sugiro o Nithrania.

No Brasil, eu não me sinto capaz de indicar ninguém, não porque eu não goste, mas porque assisto muito pouco. Eu mal vejo o conteúdo do Covil. Tento ver a live nórdica e um ou outro gameplay, mas vídeo é algo que toma muito tempo. Não é a toa que eu escrevo.

Jogos casuais com temas adultos x Jogos pesados com temas escapistas

Indo para os jogos em si, eu percebi duas coisas diametralmente opostas: enquanto tivemos o lançamento de alguns jogos leves  com temas mais adultos, os jogos mais pesados vieram, em grande maioria com temas de ficção científica ou fantasia espacial e não tanto com temas históricos ou realistas, como era o mais comum anteriormente.

A ideia de jogos como Pina Coladice e Safra Ideal me parece bem clara: são jogos bem acessíveis, com boa produção e preço dentro do que se encaixa para se dar presente a um amigo. A escolha de temas de interesse mais adulto como vinhos e drinques me parece uma boa sacada, porque ela ataca o ponto que citei no outro tópico: gente que não é do hobby muitas vezes vê os jogos como “coisa de criança” e, a menos que eles sejam nerds, temas de fantasia medieval ou espacial podem reforçar esse preconceito. Ao criar jogos com temas claramente adultos, essas barreiras podem ser vencidas, trazendo mais gente ao hobby.

Do outro lado, nos jogos pesados, vimos uma enxurrada de jogos sobre exploração e colonização espacial: Andromeda’s Edge, SETI, Galactic Cruise, Êxodo, Shackleton Base (ainda não saiu no Brasil), Arcs, etc.

A minha explicação para essa concentração temática é que essa foi a saída encontrada para fazer jogos de exploração/conquista sem remeter aos temas históricos, que se tornaram controversos por questões sociais e políticas.

Mas ou menos na mesma linha, tivemos o Endeavor Deep Sea, que saiu do tema do colonialismo para a exploração submarina (o que foi pelo menos algo um pouco mais criativo do que ir para o espaço e também com a vantagem do jogo ter variado bastante o efeito das ações).

Isso me dá pena, porque os jogos podem ajudar a discutir temas dificeis.

Em 2024 eu conheci um jogo chamado “The Cost”, que é sobre os problemas causados pela indústria do Amianto (o “custo” do título é a vida dos operários). O jogo me trouxe muito mais consciência do problema do que qualquer coisa que eu tenha lido antes. E o jogo não faz isso te censurando, muito pelo contrário, não cuidar da segurança é altamente lucrativo (pelo menos no curto prazo). Você é que vê a pilha de bonequinhos “perdidos” e se toca do assunto.

Confesso que não é uma experiência das mais agradáveis, mas é um jogo autoral, diferente de tudo que você está acostumado. Teria chance de sair no mercado de hoje? Acho muito difícil.

Isso não quer dizer que não existam os jogos com tema histórico ou adulto: a Garphill Games fez uma coisa sensacional: após terminar uma série de jogos sobre o Califado Abássida (Viajantes, Estudiosos e Inventores do Sul do Tigre) eles lançaram um jogo com temática Hebraica (Esdras e Neemias). Há pouco temos tivemos o Hegemony e esse ano tivemos o Inconsciente. O ponto mais problemático parece justamente onde existam mecânicas associadas a conquista ou exploração.

E os Rankings?

Olhei na Ludopedia todos os jogos que foram lançados no Brasil em 2025, verifiquei quais deles eu já joguei e fiz três listas de 5 jogos: Os 5 melhores carteados, os 5 melhores jogos familiares e os 5 melhores jogos “expert”.

Carteados:

1 – Seas of Strife

2 – Fuji Flush

3 – Ghosts of Christmas

4 – Odin

5 – Tichu

Acho que desses 5 apenas o Odin é um jogo realmente lançado recentemente, os outros 4 são jogos que já estavam no mercado sem ter chegado ao Brasil. O Tichu tem uma curva de aprendizado maior, não é tão acessível quanto os outros, por isso fica em quinto. Seas of Strife (antigo Texas Showdown) é o melhor jogo de “não ganhar vazas” já inventado. Recomendo ele muito com 5 ou mais pessoas.

Familiares

1 – Flip 7

2 – Safra Ideal

3 – Finspan

4 – Dandelions

5 – Courtisans

Alguém poderá dizer “Flip 7 e Courtisans são jogos de cartas”. Até são, mas eles fogem das mecânicas mais tradicionais que o pessoal considera como carteado e eu entendo que eles tem uma proposta mais de jogo familiar. Safra ideal é um ótimo jogo de draft e Dandelions é uma boa opção para 3 pessoas.

Se alguém quiser saber sobre o Bomb Busters (vencedor do Spiel 2025), eu joguei-o semana passada e, sinceramente, achei apenas legalzinho.

Pelo menos nas 2 partidas que eu joguei, me pareceu fácil demais (nas duas os pinos amarelos vieram para a mesma pessoa). De qualquer forma, achei que é um jogo de dedução bem bolado, mas preciso jogar mais para ser justo.

Expert

1 – Galactic Cruise

2 – Dune Imperium Rising

3 – SETI

4 – Andromeda Edge

5 – Azul Duel

Galactic Cruise é caro, porem entrega muito e, na minha opinião, merece o prêmio de jogo do ano. SETI também é muito bom (mas foi atropelado pelo Dune Uprising). Andromeda’s Edge foi uma boa surpresa, um ameritrash espacial tranquilo de jogar e o Azul Duel é uma alternativa menos punitiva, mas cheia de pegadinhas em relação ao Azul original.

Conclusão

A weird explosion may have caused the brightest supernova yet seen | Science News

Dois mil e vinte e cinco foi um ano onde tivemos ótimos jogos sendo lançados, ao mesmo tempo que se tornou muito difícil acompanhar tudo que sai. Se não fosse o BGA que me permite jogar vários jogos de forma assíncrona com colegas do Brasil inteiro, eu provavelmente teria muita dificuldade de continuar escrevendo sobre jogos, pois minhas sessões presenciais caíram bastante nos últimos meses. Quando muito, consigo jogar na mesa uma vez por semana.

O mundo moderno traz facilidades e desafios. Assim como a grande maioria, eu acho que nada substitui a jogatina presencial, o olho no olho, mas o fato é que juntar adultos para jogar hoje em face aos compromissos da vida não é fácil. Com o assíncrono, vamos jogando em pequenas parcelas, cada um a seu tempo. Não dá para acompanhar o jogo da mesma forma, boa parte dos turnos é jogada de forma apressada, mas também dá a chance de jogar com calma, no computador, revendo tudo o que o adversário fez antes. Depende da sua disponibilidade de tempo.

No geral porem, é claro que estamos em outro patamar. Jogos de Tabuleiro ainda não são mainstream, mas já fazem parte da cultura pop brasileira. Deixamos de ser um nicho obscuro para ser simplesmente, um nicho. Cada vez menos precisamos ficar explicando que não é igual ao War e o Banco Imobiliário.

Se o que vivemos nos últimos 20 anos foi, como muitos dizem “a era de ouro dos Board Games”, eu acho que estamos nos aproximando do fim desse ciclo. Nós temos muitos lançamentos, mas os produtos, em grande parte, são muito parecidos entre si e estão cada vez mais caros. Eu acho que a conta não vai fechar em algum momento, mas o fato é que muita gente já fala isso há algum tempo e, por enquanto, nada aconteceu.

Se a bolha estourar, não será necessariamente ruim. Assim como uma supernova precisa explodir para que os elementos que ela produziu sejam destruídos em novas estrelas e planetas, talvez precisemos em algum momento de um novo recomeço para que tenhamos novas soluções.

Feliz Ano Novo!

Doação do Mês

Jogo Queendomino | Compara Jogos

Como já havia colocado no artigo anterior, o jogo que estou doando esse mês é o Queendomino.

Se você quiser tentar ganhá-lo, basta fazer um comentário de qualquer assunto relevante para o hobby aqui no Blog. Estarei contando todos os comentários recebidos nesse artigo e no anterior até o dia 30/01.

 

Tags: ListasMelhores de 2025
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Eduardo Vieira é analista de sistemas, e participa do Hobby desde 2018, mas vem tentando descontar o tempo perdido! É casado, mora no Rio de Janeiro e vive reclamando que não tem parceiros para jogar tudo que compra!

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Comentários 11

  1. José Alves says:
    3 meses atrás

    Boa noite, Eduardo.

    Entrei no hobby no final do ano passado, quando comecei a enfrentar o pior quadro de saúde da minha vida. No momento, estou com minha autoestima no saco, a doença que me acomete me fez perder peso e ter várias dores no intestino nas épocas de crise. Daí então, minha noiva e futura esposa na tentativa de me distrair me levou numa loja de jogos e comprei alguns, de lá pra cá foi um caminho sem volta, comecei a assistir e a aprender jogar no canal do Covil, e minha lista de jogos só aumenta, sem contar nos inúmeros momentos de diversão e alegria que me fazem superar essa fase que estou passando. Desde já quero agradecer a todos que fazem parte do Canal. Não parem nunca !

    Respeitosamente,

    José Alves

    Responder
    • Avatar photo Eduardo Vieira says:
      3 meses atrás

      José,

      Obrigado pelo feedback! Aguente firme e acredite em Deus, isso vai te ajudar a sair dessa!

      Você não sabe o bem que nos faz saber que de alguma forma ajudamos!

      Melhoras!

      Eduardo

      Responder
  2. Tiago Paschoalin Leao says:
    3 meses atrás

    E essa abundância de jogo/produtor de conteúdo tem me levado a outra questão, a saturação do assunto. Tenho uma coleção razoável e não consigo jogar todos, e dai a cada dia tem feito menos sentido pra mim saber qual é o hype do momento, o carteadinho safado que tá na boca do povo, ou aquele jogo de produção espetacular que está saindo. E com isso tenho conseguido lidar com o temido FOMO, sempre pensando nos que já tenho e não jogo…e ai quando vou consumir conteúdo acabo buscando um texto mais elaborado e focado, como o que vocês tem produzido aqui, ou vídeos que seguem essa linha, como do excelente No Pun Intended.

    Sobre o tema dos jogos, gostei da reflexão…a ideia de usar vinhos e drinks em jogos mais “acessíveis” para mostrar que não são jogos infantis é realmente interessante! Não acho que os temas clássicos vão sumir, mas é bom ver algo fora do tradicional (nesse quesito tenho gostado muito da série Quinas do Rôla e Costa…e do meu xodó atual que é o Kutna Hora). Tem rolado alguns jogos focados em personalidades tb, como Darwin, Marie Curie, Galileu…acho essa ideia muito legal. E concordo contigo a respeito de temas provocativos, eles deveriam ser mais utilizados (se bem utilizados, claro).

    No mais, um feliz 2026 e continue com o bom trabalho!

    Responder
    • Eduardo Vieira says:
      3 meses atrás

      Tiago,

      Obrigado pelos comentários. Eu só joguei o Kutna Hora uma vez, preciso jogar mais. Do Rôla e Costa (esse nome é muito gatilho para o jovem de quinta série que vive dentro de mim) eu só joguei o Stephens. Bom jogo, mas preciso jogar mais (isso é recorrente)…

      Sds,

      Eduardo

      Responder
  3. Paulo Pinho says:
    3 meses atrás

    Excelente retrospectiva. O texto acerta ao fugir da leitura simplista de “foi um bom ano / foi um ano fraco” e tratar 2025 como um ponto de inflexão do hobby. O crescimento do número de lançamentos, por si só, já não é mais um indicador suficiente de saúde do mercado — e você coloca isso com muita clareza ao abordar saturação, curadoria e a dificuldade real de acompanhar tudo o que é publicado.

    Também considero muito pertinente a reflexão sobre conteúdo e visibilidade. A mudança do foco para formatos curtos não afeta apenas quem cria, mas molda o próprio consumo do hobby: jogos passam a ser conhecidos mais pela primeira impressão do que pela experiência ao longo do tempo. Isso levanta uma questão importante sobre longevidade e memória cultural dos jogos lançados hoje. Podemos dizer que estão surgindo cada vez menos “novos clássicos “?

    Talvez o ponto mais interessante do texto seja justamente a ideia de que não estamos em decadência, mas em amadurecimento. Mercados maduros exigem escolhas mais conscientes — de editoras, criadores e jogadores — e isso inevitavelmente gera desconforto para quem se acostumou com crescimento constante.

    Fico com uma pergunta que o texto provoca, mesmo sem verbalizar diretamente: o que o hobby brasileiro precisa perder para poder se tornar mais sustentável no longo prazo — volume, hype ou expectativas irreais?

    Responder
    • Avatar photo Eduardo Vieira says:
      3 meses atrás

      Paulo,

      Eu não sei se sua pergunta tem uma resposta. Eu não sei o que o hobby precisa, acho que os hobbistas precisam ser menos ansiosos. Ninguém precisa ter tudo, comprar tudo, conhecer tudo (isso vale para mim também).

      Aos poucos talvez a gente se acostume com o fato que nem todo lançamento é o potencial jogo que irá “explodir a cabeça”.

      Sustentável acho que o hobby é. Ele só não consegue ser grande o suficiente para mudar de patamar, para ter tiragens de 5 dígitos, que seria o que talvez nos permitisse preços realmente melhores.

      Escrevendo essa mensagem me veio uma resposta: o que o hobby precisa é de tempo. Existe uma base, mas para chegar aonde é necessário vamos levar alguns anos ainda. Precisamos ter alguma paciência.

      Obrigado pelos comentários!

      Sds,

      Eduardo

      Responder
  4. Iran Schleder Jr says:
    3 meses atrás

    Para também poder concorrer ao jogo, amigo…

    O Dilema da Estante Infinita

    O ano era 1988 e eu com dez anos de idade. A luz da sala de estar era amarelada, o carpete pinicava os joelhos, e o centro do universo tinha um nome: Banco Imobiliário. Ou talvez War, se o grupo estivesse se sentindo belicoso. Se você fosse uma criança ou adolescente naquela época, seu “acervo” de jogos cabia em uma prateleira estreita do guarda-roupa — e sobrava espaço para o Genius e o Aquaplay.

    Ter um jogo novo era um evento astronômico, geralmente reservado para o Natal ou aniversários. Passávamos meses explorando a mesma caixa. Inventávamos regras caseiras para deixar o jogo mais difícil, decorávamos cada curva do tabuleiro e conhecíamos o peso exato de cada peça de plástico. A diversão não vinha da novidade, mas da profundidade. O jogo era o palco; a interação com os amigos era o show.

    Agora , corte para 2026.

    Entrar no quarto de um entusiasta de boardgames hoje é como entrar em uma biblioteca de Alexandria feita de papelão e miniaturas de resina. A indústria explodiu. Toda semana, um novo “sucessor espiritual” de um clássico surge no Kickstarter, prometendo mecânicas revolucionárias e 50 kg de componentes.

    O cenário mudou drasticamente:

    A Escassez vs. A Abundância: Antigamente, jogávamos o que tínhamos até a caixa rasgar. Hoje, o termo Shelf of Shame (Estante da Vergonha) define as dezenas de jogos que compramos e nunca sequer tiramos o lacre.
    O Culto ao Novo: A velocidade da informação transformou o boardgame em um bem de consumo rápido. Um jogo lançado há seis meses já é considerado “antigo” diante do hype do próximo lançamento.
    A Atenção Fragmentada: Crianças e adolescentes de hoje cresceram no ritmo do scroll infinito. Se um jogo não entrega uma dopamina imediata nos primeiros dez minutos, o interesse desvanece. A busca pela “próxima grande coisa” impede que eles dominem as nuances de um sistema complexo.

    “Antigamente, a gente jogava o mesmo jogo cem vezes. Hoje, jogamos cem jogos uma única vez.”

    O Paradoxos da Escolha

    Essa enxurrada de lançamentos trouxe uma sofisticação incrível — os jogos de hoje são obras de arte matemática e visual. Porém, perdemos aquela paciência ritualística. O adolescente de 1980 não tinha outra opção a não ser insistir naquele jogo de estratégia difícil até entendê-lo. O de hoje, diante da menor frustração, simplesmente abre a caixa ao lado ou volta para o celular.

    Estamos vivendo a era da “coleção” mais do que a era da “jogatina”. O prazer de possuir a novidade muitas vezes supera o prazer de sentar à mesa e realmente esgotar as possibilidades de um título.

    Talvez o segredo para recuperar o brilho nos olhos dos anos 80 não seja parar de comprar, mas sim voltar a brincar. Desligar as notificações, ignorar o próximo anúncio de financiamento coletivo por um momento e redescobrir o que já está na prateleira. Afinal, um bom jogo não é um descarte; é um companheiro de longa data.

    Responder
    • Eduardo Vieira says:
      3 meses atrás

      Muito justo, Iran!!

      Responder
  5. Thyago Neves says:
    3 meses atrás

    Ótimo artigo! Sou novo no hobby, mas a coleção está aumentando aos poucos. Com o tempo, também vou entendendo melhor alguns modos de jogo, como alocação de trabalhadores, vaza e deck builder.
    Como nossa condição não é das melhores, dá para aprofundar bastante nas estratégias dos jogos que já tenho. E, sinceramente, se vier mais algum por doação, será muito bem-vindo haha.

    Responder
    • Eduardo Vieira says:
      3 meses atrás

      Thiago,

      Você tem chance, está no jogo!

      Boa sorte (e a todos os demais também)!

      Sds,

      Responder
  6. Avatar photo Eduardo Vieira says:
    3 meses atrás

    Pessoal, estou fechando o processo do sorteio do Queendomino. Vou sortear internamente aqui entre os candidatos e entrarei em contato com o vencedor. No próximo artigo eu publico o resultado.

    Boa sorte a todos,

    Eduardo

    Responder

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