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Diversão Offline 2026 – Guia do Consumidor

Eduardo Vieira por Eduardo Vieira
1 hora atrás
em Blog Nórdico, Fora da Caixa
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Diversão Offline 2026 – Guia do Consumidor
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Julho chegou e com isso se aproxima o dia de irmos ao Diversão Offline (Doff), o maior evento da indústria de jogos de tabuleiro da América do Sul.

Como no ano passado, o evento se dará em São Paulo, no Expo Center Norte, entre os dias 10 e 12 de julho, sendo que o dia 10 é exclusivo para pessoas do mercado e jornalistas/criadores de conteúdo (como eu, que estarei lá).

Acho importante explicar algumas coisas para quem nunca foi. O Doff é uma feira de jogos. Por feira, entenda que é um grande mercado. Existem outras coisas acontecendo (palestras, oficinas de pintura, apresentação de protótipos, etc.), mas o principal é a demonstração e venda dos jogos.

O principal motivo racional para ir a um evento desses é ver os lançamentos e comprar as novidades para jogar com seu grupo antes que elas cheguem no comércio geral.

Sim, também é legal estar ali, ver tanta gente interessada no hobby. Pessoalmente, pela minha atuação no Covil, é um momento em que encontro muita gente que só conheço de eventos. Encontrar os criadores de conteúdo é uma coisa legal, você se aproxima das pessoas que gostam da mesma coisa que você.

De toda forma, não se engane: ir ao Doff é sinônimo de fazer compras. E prepare-se, as filas são razoavelmente grandes e alguns jogos têm pouca tiragem. Dê uma olhada na página de lançamentos da Ludopedia e priorize a compra dos seus favoritos.

Eu vou precisar fazer uma operação na mão e não poderei usar computador nas próximas duas semanas, então vou deixar aqui 14 dicas de jogos que estarão à venda no evento.

Separei em 3 categorias: os lançamentos que ainda não conheço, mas que me chamaram a atenção; os lançamentos que já joguei; e os jogos de catálogo que acredito serem boas oportunidades para quem por acaso não os tenha.

A lista de “lançamentos” precisa ser vista com um grão de sal. Alguns jogos já foram lançados aqui e mudaram de editora (como é o caso do Marrakech). Eu segui o critério usado na Ludopedia.

A lista contém o nome do jogo e a editora onde você deve encontrá-lo à venda. Infelizmente não tenho acesso aos preços.


Lançamentos que me chamaram a atenção:

1 – Deep Regrets (Ludofun)

A ideia de um push your luck com tema de pescaria em um mar lovecraftiano (onde podem vir coisas boas ou ruins) é muito boa e a produção do jogo enche os olhos mas, ao ver um vídeo de regras, me desanimei um pouco. Parece complexo demais para a proposta.

Vou testar esse aqui no evento antes de comprar e conto para vocês o que achei no texto pós-evento.

2 – Echoes of Time (Ludofun)

Com uma linda arte e produção, esse é um jogo com tema meio esquisito (bichos antropomórficos que distorcem o tempo) que mistura montagem de motor e gestão de cartas. Eu vi um comentário de que ele seria uma espécie de cruzamento entre o Everdell e o Viscondes do Reino Ocidental (porque ele mistura draft e construção de um tableau com cartas que deslizam lateralmente numa esteira, de modo que você tenha uma questão de timing para usá-las de maneira otimizada).

Apesar dele estar no BGA, eu ainda não tive oportunidade de jogá-lo. Parece interessante e, pelo tamanho da caixa e tipo dos componentes, deve vir em um bom preço.

3 – Excalibur (Conclave)

Jogo de festa e dedução social que lembra Love Letter e Masquerade. O objetivo é terminar com a Excalibur no final. Durante o jogo, compram-se e descartam-se fichas de acordo com as fichas jogadas. Parece bem caótico e divertido, se você tiver um grupo grande.

Destaco a excelente apresentação do jogo. Lá fora tiveram versões super luxuosas, mas mesmo na versão mais simples ele é bem atraente.

4 – Maestro (Mosaico)

Euro que me chama a atenção pelo tema, que é a rivalidade entre Leonardo Da Vinci e Michelangelo Buonarroti por prestígio e pelas encomendas durante o período da República Florentina. Em quatro jogadores, é jogado em duplas, necessitando de coordenação e estratégia entre os parceiros. Isso me chama bastante a atenção, porque não é algo muito comum nos euros. No Concórdia, funciona muito bem.

Em termos de mecânica, é o típico jogo italiano, entremeando mecânicas e ação em diversas partes do tabuleiro através de um sistema de seleção de ação baseado em cartas.

5 – Marcha das Formigas (Mosaico)

Gosto muito da ideia de fazer um 4x baseado num tema biológico e não histórico ou espacial. Ainda não consegui jogar (tem vídeo do Covil), mas tudo o que vi me deixou muito animado. Gosto também do fato de que parece um 4x um pouco menos complexo que o habitual.

Estou bem animado com este jogo, até já comprei, mas ainda não chegou (está vindo junto com a expansão do SETI – ajuda nós aí, Devir!).


Lançamentos que já joguei:

1 – Hanamikoji (Bucaneiros)

Hanamikoji é simplesmente o jogo com as cartas mais bonitas que eu já vi no hobby.

Em busca da atenção das principais artesãs do Japão Imperial, disputamos cartas através de uma interessante mecânica de “eu corto, você escolhe”. Rápido e muito estratégico.

O jogo não é novo, está no BGA caso você queira conhecer, e finalmente chega ao Brasil.

2 – Snow Climbing (Grok)

Nesse climbing cooperativo, nosso objetivo é escalar a montanha (fazendo um trocadilho entre a mecânica e o tema). Para ganhar, é necessário vencer 5 rodadas, cada uma com uma restrição a mais.

A vantagem é que, à medida que jogamos, conseguimos controlar as cartas que estão no baralho e, conhecendo-as, podemos tomar decisões estratégicas sobre o que jogar para evitar melhor as consequências da avalanche.

É um cooperativo interessante e bem difícil que traz um uso diferente de uma mecânica muito popular.

3 – The Thing (Conclave)

O problema dos jogos de traidor para mim é que eu minto muito mal. Isso torna a experiência desse tipo de jogo muito complicada para mim quando eu caio no papel de traidor.

The Thing resolve isso bem, porque ele permite que o Traidor jogue de forma quase que totalmente cooperativa, ajudando a equipe. Ele não precisa matar todo mundo, ele só precisa escapar. Claro, as chances são maiores se você conseguir aliados para a sua causa e isso só pode ser feito quando você vai a uma sala com outra pessoa e tem um “momento da verdade”.

O jogo é muito bacana, emula bem a situação do filme e sua resolução é sempre muito divertida. Se você gosta desse tipo de jogo, The Thing é imperdível.

4 – Marrakech (Grok)

Esse é, na minha opinião, a melhor oportunidade do DOFF 2026. Marrakech é um jogo nota 10, um primor de design, com poucos elementos entrega quase tudo que um jogo familiar pode entregar.

A cada turno você rola um dado e anda com o boneco em uma das direções possíveis (ele não pode andar para trás). Seu objetivo é alastrar ao máximo a cor dos seus tapetes, ao mesmo tempo que evita pisar no tapete dos outros. Quando isso acontece, você paga ao dono do tapete onde pisou pelo tamanho aparente do mesmo.

É um jogo sensacional, super divertido. Não conheço ninguém que não tenha gostado desse jogo. É até difícil entender como ele ficou fora do nosso mercado tanto tempo.

Caso você não o conheça, ele está no BGA. Não gosto de dizer que um jogo é “essencial”, mas esse aqui chega perto disso.

Destaques do Catálogo:

1 – Arquitetos do Reino Ocidental (Meeple Br / Mosaico)

Primeiro jogo da trilogia do Reino Ocidental, onde em cada jogo Shem Phillips traz alguma variação à mecânica de alocação de trabalhadores.

Nesse caso aqui, a questão é que você começa com uma quantidade enorme de trabalhadores e, cada vez que vai a um lugar onde já possui trabalhadores ali, sua ação fica mais forte. A questão é que os adversários podem prender seus trabalhadores, obrigando você a ir na cadeia soltá-los para poder utilizá-los de novo. Enquanto isso, estamos construindo benfeitorias para o reino e ajudando a igreja a construir a catedral.

O jogo possui vários mecanismos legais, como o mercado negro e os impostos. É uma ótima opção para quem quer um euro não muito pesado.

Caso você queira conhecer melhor, o jogo está no BGA.

2 – Brass Lanchashire / Birmingham (Conclave)

O número 1 da Ludopedia e do Board Game Geek dispensa apresentações. Brass entrega tudo o que se pode pedir de um board game. Estratégia, diversão, cabeça fritando, competição ferrenha.

Nesse jogo você é um empreendedor na Inglaterra durante a revolução industrial e precisa criar a sua rede e a economia local para desenvolver suas empresas e realizar suas entregas. Vence aquele que consegue vender a produção das melhores empresas ao longo de duas rodadas.

Embora existam diferenças entre as duas versões, eu acho ambas maravilhosas. Lancashire é mais apertado e mais tático, enquanto Birmingham permite mais variação estratégica. Pessoalmente, prefiro o segundo, mas não recuso partidas do primeiro. Escolha um e seja feliz.

3 – Cascadia (Grok)

Eu gosto de brincar dizendo que Cascadia é um jogo solo com um modo multiplayer.

Jogando com os colegas, ele é um “cozy game“, onde cada um está construindo o seu sem muita razão para marcar os coleguinhas.

Quando se joga solo, no modo dos cenários, a coisa muda totalmente. O jogo se torna um quebra-cabeça super apertado, que você vai ter que queimar a mufa para as soluções.

Eu fiz um “detonado”, onde resolvi os 15 cenários. Não costumo gostar de jogos solo, mas Cascadia é uma exceção a regra. Fácil de gerenciar e super imersivo.

4 – Salty (Calamity)

Um dos melhores jogos de vaza japonês que conheço. Em Salty cada um de nós escolhe um prato (que no fundo representa um bid) e tem que temperá-lo corretamente ganhando os temperos (as vazas) requeridas. A questão é que o naipe de trunfo, (o sal) define o valor das cartas, que muda de acordo com a quantidade de sal jogado a cada rodada.

Parece enrolado? Parece. Jogos japoneses de vaza são extremamente criativos e as vezes perdem um pouco a mão. Esse aqui funciona e, vencido o estranhamento inicial, é fantástico.

5 – Tacta (Grok)

Lançado recentemente, é um ótimo jogo para começar ou terminar um noite de games. É um puzzle físico, que usa os limites da mesa como parte da estratégia. A cada jogada você precisa encaixar uma carta de modo a maximizar seus pontos e esconder os pontos dos amiguinhos.

É divertido e muito competitivo. Altamente recomendado. Está no BGA, caso você queria conhecer.


Essas são as minhas dicas. Com certeza, haverá outros lançamentos. Muitas editoras preferem guardar suas surpresas para mostrar só no evento.

Nos vemos em São Paulo! Estarei presente sexta e sábado. Mais uma vez o Covil dos Jogos estará presente com um stand e, dentro do possível ficarei ali por perto para receber os amigos e conversar.

Tags: Diversão Offline
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Eduardo Vieira

Eduardo Vieira

Eduardo Vieira é analista de sistemas, e participa do Hobby desde 2018, mas vem tentando descontar o tempo perdido! É casado, mora no Rio de Janeiro e vive reclamando que não tem parceiros para jogar tudo que compra!

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  • Rogério Fogari em Porque seu jogo novo vai pro fundo da estante depois de três partidas? 
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  • Eduardo Vieira em Porque seu jogo novo vai pro fundo da estante depois de três partidas? 
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