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RPG no Covil – Mistério na Ilha da Neblina – Parte 12 | RPG DE MESA

Covil dos Jogos por Covil dos Jogos
3 meses atrás
em Aventuras, Mistério na Ilha da Neblina, RPG
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Fala Povo! Acompanhe mais uma sessão de nossa campanha (D&D) ao vivo!

00:00 – Introdução
00:00 – Apresentação dos Personagens
00:00 – Aventura
00:00 – Considerações Finais

Resumo da Sessão Anterior:
Enquanto o grupo buscava um átimo de trégua no dormitório carcomido, o próprio Cação Sanguinário gemia em agonia, entregando-se centímetro a centímetro ao abraço faminto do lodo. Entre tábuas infestadas de fungos e o cheiro de morte, Eric desenterrou um segredo: uma chave dourada marcada com símbolos geométricos que prometiam tanto tesouros inimagináveis quanto perdições eternas.
Mas a sorte é uma amante caprichosa nas entranhas de um naufrágio. O assoalho, devorado pelo tempo e pela podridão, estalou como um osso seco e cedeu. Em um instante de puro caos, a gravidade reclamou seu tributo. Eric, com os reflexos aguçados de sua herança ladina, sentiu o chão desaparecer, mas seus dedos cravaram-se com desespero nas tábuas remanescentes do andar intermediário; ele ficou ali, pendurado sobre o abismo, enquanto o bárbaro Wolf despencava como uma rocha maciça, atravessando dois níveis de convés até mergulhar na escuridão absoluta do porão.
No andar intermediário, entre canhões enferrujados e sombras que pareciam ganhar vida, surgiu uma abominação: um zumbi coberto de bolhas purulentas. Sua carne decomposta brilhava em um tom esverdeado sinistro, atravessada por veias grossas que pulsavam um lodo tóxico. Era uma visão de pura doença, um guardião pútrido que avançava enquanto Eric tentava se reerguer. No entanto, o perigo maior estava abaixo.
Lá no fundo, Wolf não encontrou apenas silêncio, mas o horror ancestral da Ave da Carniça. Com uma envergadura que preenchia o ambiente e um grito psíquico que dilacerava a própria alma, a criatura preparava-se para banquetear-se com o draconato ferido. Vendo o amigo em perigo mortal, Eric não hesitou: soltou o corpo e, com menos elegância do que se espera de um tiferino, despencou no porão, unindo-se à batalha em um baque surdo sobre o lodo!
Ainda no convés superior, a resistência se mantinha firme. Lazarus e Kaelen, aproveitando a posição elevada, tornaram-se os olhos do grupo na escuridão. Com feitiços precisos e flechas implacáveis, eles alvejaram o zumbi bolhudo lá embaixo, transformando a criatura em uma massa inerte antes que ela pudesse causar mais estragos.
Enquanto isso, em meio à imundície do porão, o ladino Eric agiu como um sentinela infalível. Com nervos de aço, ele sacou seu arco e disparou flechas envoltas em luz radiante. Os projéteis cortaram a penumbra como relâmpagos sagrados, atingindo o monstro alado e silenciando seu grito eterno antes que o desastre fosse completo. Afinal, não seria fácil derrotar nosso bárbaro escamoso, mas a ajuda veio no momento exato.

Ao atravessar uma oficina sombria, Wolf deparou-se com o impossível: entre pilhas de madeira e ferramentas de carpintaria, a Carranca do navio ganhara vida. Aquela quimera grotesca de sereia e tubarão tateava serras e martelos com mãos membranosas, como se tentasse reconstruir a si mesma com pregos e farpas. A besta de madeira voltou-se bruscamente para o draconato, soltando um guincho que misturava o ranger de tábuas velhas com uma voz metálica, ordenando que ele a deixasse em paz em seu delírio de consertos. Wolf, sentindo o peso das feridas e a estranheza daquela cena, apenas obedeceu ao comando, afastando-se em direção a outra porta carcomida pela umidade e pelo tempo.
Pouco adiante, o grupo desce as escadas rumo a um aposento inundado, onde a verdadeira desolação estava por vir. Em um piscar de olhos, a temperatura despencou a níveis glaciais, e o hálito dos aventureiros condensou-se diante de seus rostos. A névoa, densa e carregada de eletricidade estática, começou a se contorcer, ganhando a forma espectral do capitão! Trajando suas vestes de gala, agora reduzidas a trapos que flutuavam em um vento inexistente, ele era a própria imagem da ganância póstuma. Feridas abertas e purulentas expunham costelas fantasmagóricas que brilhavam com uma luz pálida e doentia. Ele não era mais um homem, mas um eco amaldiçoado.
— “Sacripantas! Traidores!” — a voz dele ecoava como o ranger de metal contra metal, carregada de um ódio secular.
Gritando por seu “precioso” baú dourado, o capitão cravou o olhar gélido nos aventureiros. Flutuando sobre as águas negras do charco, ele desembainhou seu sabre etéreo — uma lâmina de energia azulada que parecia sugar o calor do ambiente. Sob o teto que ameaçava desabar, o Capitão desafiou os vivos a se juntarem à sua tripulação eterna, onde a única moeda de troca era a alma, e o único destino era o fundo do pântano.

A cópia do jogo utilizada no vídeo foi enviada pela editora.

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