Fala Povo! Acompanhe mais uma sessão de nossa campanha (D&D) ao vivo!
00:00 – Introdução
00:00 – Apresentação dos Personagens
00:00 – Aventura
00:00 – Considerações Finais
Resumo da Sessão Anterior:
As águas lodosas do pântano de Phantyr não batizam, elas consomem. O Cação Sanguinário, outrora um soberbo navio pirata, era agora uma carcaça agonizante, gemendo sob o peso do lodo fétido. Nas suas entranhas, o ar pesava como uma mortalha úmida, carregando o cheiro acre da putrefação e o eco de sofrimentos seculares.
Foi ali, em um aposento inundado onde a temperatura despencou a níveis glaciais, que o horror se manifestou. A névoa, carregada de uma eletricidade estática que arrepiava as escamas rubras de Worf, contorceu-se até ganhar a forma espectral do Capitão Fantasma. Trajando vestes de gala reduzidas a trapos etéreos, ele era a própria personificação da ganância póstuma. Suas costelas expostas brilhavam com uma luz pálida e doentia.
“Sacripantas! Traidores!”. A voz dele não era humana; era o ranger de metal contra metal, um grito vindo do fundo de um abismo de ódio. O olhar gélido do espectro cravou-se em Eric, o ladino tiefling. O morto sentia a chave dourada em sua posse. “Patife… você tem a minha chave!”.
O combate foi um caos de frio e desespero. O Capitão avançou como um sopro de inverno, atravessando os corpos dos heróis. Ao passar por Worf, o guerreiro draconato sentiu a vida ser sugada. O frio trincou seus ossos por dentro, e o gigante de escamas vermelhas tombou, com a cabeça mergulhada na água escura do porão. Enquanto isso, Lázarus, o halfling bruxo, e Kaelen, o patrulheiro, lutavam para manter a sanidade enquanto abominações inchadas — zumbis de veias esverdeadas e bolhas purulentas — avançavam pela escada.
Eric, agindo com a rapidez de quem já não tem nada a perder, usou a obsessão do morto a seu favor. “Aí vai sua chave!”. Ele arremessou o artefato escada acima. O Capitão, preso em um loop eterno de cobiça, ignorou os vivos para perseguir o objeto, permitindo que o grupo resgatasse Worf da morte por afogamento.
No cômodo mais profundo, onde o lodo subia pelo peito, o destino se revelou. Sob o brilho tênue que escapava de uma fechadura mágica, eles encontraram o baú de ouro. Lázarus usou seu conhecimento arcano para enfraquecer o mecanismo com ácido, e Eric, com sua última gazua e o coração batendo na garganta, ouviu o clique da vitória.
O baú de ouro foi aberto.
Mas o Capitão não aceitou a derrota. Ele ergueu seu sabre etéreo contra os vivos em um ataque final furioso. Foi então que Eric, imerso na água como um predador das brumas, disparou flechas de energia radiante que explodiram no peito do espectro. A luz sagrada espalhou-se pela forma etérea do morto, que soltou um brado que sacudiu a estrutura do navio: “Vocês não sairão daqui com vida! O meu navio sou eu!”
O espectro explodiu em feixes de luz radiante, e o navio, ligado à sua alma amaldiçoada, começou a se despedaçar. Em um esforço final, Kaelen abriu um vão no casco e, um a um, os heróis saltaram para a água túrbida do pântano enquanto o Cação Sanguinário mergulhava para sempre no esquecimento.
Eles emergiram na lama, exaustos e cobertos de imundície, mas o peso em suas mãos era real. A lanterna estava com eles. A missão foi concluída, os aventureiros tinham acabado de provar que a vontade dos vivos é mais forte que a ganância dos mortos…
A cópia do jogo utilizada no vídeo foi enviada pela editora.
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