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Clássicos do Board Game – Episódio 3: Azul

Nós realmente gostamos quando um jogo fura a bolha?

Eduardo Vieira por Eduardo Vieira
3 dias atrás
em 101 Jogos Pra Jogar Antes de Morrer, Blog Nórdico, Fora da Caixa
Reading Time: 14 mins read
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Clássicos do Board Game – Episódio 3: Azul
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Papel de Parede Azulejo Português Tons de Azul

Tema é um elemento super estimado nos board games.

Eu sei, existem jogos narrativos. Nesses, o principal objetivo não é verificar quem vai ganhar, mas contar (ou vivenciar) uma história. Aí, com certeza, o tema realmente importa muito.

(Ou talvez, nem tanto: quando eu jogava Neverwinter Nights no computador com uma turma, a gente entrava em um labirinto e saía destruindo tudo, ninguém parava para ler os itens de lore).

Porém, nos jogos competitivos, onde estamos jogando PARA GANHAR, o ser humano rapidamente abstrai a questão temática para chegar no âmago: “como eu faço para ganhar”?

Esse é motivo pelo qual todo jogo “tradicional”  é abstrato. Xadrez pode ter começado como um wargame, Gamão como um jogo de corrida, mas depois de alguns séculos o que sobra e vira assunto é a própria mecânica do jogo. O tema do Xadrez hoje em dia é… Xadrez.

O tema para mim tem duas grandes funções: ajudar a explicar as regras, trazendo as metáforas do universo do jogo, seja real ou imaginário, para ajudar explicar os conceitos e a economia e, não menos importante, para permitir que o jogo seja apresentado de uma forma lúdica.

Isso é tão importante que mesmo jogos que são tecnicamente abstratos usualmente são comercializados com um  tema. E aí o tema pode ser qualquer coisa, até mesmo uma coisa tão prosaica como parede de azulejos.

E esse é o tema do nosso jogo de hoje o Azul.

De autoria de Michael Kiesling (autor de grandes jogos como Tikal e Abluxxen), Azul foi lançado pela Next Move Games e trazido para o Brasil em 2018 pela Galápagos (hoje Asmodee) é um jogo relativamente recente (foi lançado há menos de 10 anos), mas que nasceu para ser clássico. Sucesso absoluto de vendas desde o lançamento, rapidamente se tornou uma franquia, com diversos jogos sendo lançados anualmente usando seu nome e suas ideias.

Azul é tão popular que, vez por outra, aparece fora da nossa bolha: Anitta, relaxando em seu jatinho rumo a Nova Iorque, divulgou um momento de sua intimidade com o namorado fazendo algo bem mais prosaico do que poderíamos acreditar ouvindo suas músicas: jogando uma partidinha de Azul.

Mesmo sendo o BGG muito tendencioso para jogos mais novos e pesados, pelo menos nesse momento em que escrevo, Azul se sustenta no top 100 do BGG com um potente 7.7 (que é uma nota altíssima para um jogo com peso menor que 2). Apesar disso, se você procurar achará com facilidade muitos vídeos e texto de gente criticando o jogo, a despeito de seu sucesso. Porque será? Será apenas o preço da fama?

Como de hábito, vamos explicar como o jogo funciona, porque ele é tão bom, dar alguns toques sobre estratégia, avaliar o seu legado e por fim discutir um pouco porque alguns jogos que ficam famosos acabam sofrendo muitas críticas.

Quem vira a laje primeiro?

Imagem de Breve História da Azulejaria Portuguesa

A arte da azulejaria chegou a Península Ibérica através dos Mouros, os árabes do Norte da África que conquistaram essa região na alta idade média e que só foram expulsos dali quase chegando no Renascimento. Azulejo vem de Al-Zulaich (pequena pedra polida). Os primeiros azulejos vieram de Sevilha no século XV para enfeitar paredes de palácios. Setenta anos depois, 1560, já haviam em Lisboa olarias especializadas em produzi-los.

É exatamente nesse contexto que Azul se insere. Manuel I, Rei de Portugal, depois de visitar o Palácio de Alhambra em Sevilha, se maravilha com os azulejos e os importa para decorar o seu recém-construído Palácio de Évora. Nós somos os artesãos responsáveis por entregar o melhor mosaico possível.

Durante o jogo acumularemos peças e a transportaremos para o mosaico segundo as regras de colocação. Aquele que fizer o mosaico que gere mais pontos vence a partida.

Estrutura do Jogo

A Evolução do Azul – Covil dos Jogos

Cada jogador possui um tabuleiro individual, onde existe um mosaico de 25 posições (5×5), cinco linhas para a colocação de peças, além do “chão” (onde se colocam peças perdidas) e da trilha de pontuação.

Os azulejos são apresentados em 5 cores diferentes e o jogo possui 20 peças de cada um. O jogo oferece um saco onde se devem colocar todas as peças antes de iniciar o jogo.

Não existe um tabuleiro central, o espaço comum é usado para a colocação das fábricas de azulejo (que podem variar de 5 a 9, dependendo da quantidade de jogadores). Cada uma das fábricas recebem 4 peças (que representam os azulejos). No centro das fábricas é colocada a peça de primeiro jogador.

E esse é o setup do jogo (um dos mais rápidos do hobby, o que com certeza ajuda bastante na popularidade do jogo).

Os jogadores então se alternam em turno. Na sua vez, o jogador deve escolher um conjunto de peças da mesma cor que esteja em uma das fábricas ou no centro da mesa e pegá-las. Se ele pegou numa das fábricas, as peças remanescentes devem ir para o centro da mesa. Se ele for o primeiro a pegar peças no centro da mesa, além das peças que escolheu deverá também levar a peça de primeiro jogador (que irá diretamente para o “chão”).

As peças escolhidas deverão ir para uma das cinco linhas do tabuleiro. Cada linha só pode receber tiles da mesma cor e não é permitido dividir as peças de uma jogada em duas linhas. Se não houverem espaços suficientes na linha escolhida, as peças que sobram deverão ir para o chão.

Todos jogam até que todas as peças tenham sido adquiridas e então começa a segunda fase da rodada, a pontuação.

The Design of Azul. What Makes A Great Choice in Games? | by Jean-Baptiste Oger | Medium

Cada jogador verifica, de cima para baixo, as linhas que completou. Se a linha está completa, ele pega uma das peças e coloca no lugar correspondente do tabuleiro (o lugar marcado com aquela cor, naquela linha). As demais peças são descartadas. Uma vez colocada em seu lugar, verifica se existem outras peças ligadas a ela na linha e na coluna. Se for o caso, cada peça valerá um ponto (a peça colocada pode ser contada duas vezes se tiver vizinhas na linha e na coluna, caso contrário, será contada apenas uma vez).

Por fim, verificam-se quantas peças estão no chão e descontam-se os pontos relativos a elas (as peças são descartadas e a peça de primeiro jogador volta ao centro da mesa). As linhas que não foram completadas ficam com as peças que estão ali para a próxima rodada.

Terminada a contagem, caso ninguém tenha completado uma linha horizontal, o novo primeiro jogador serve peças às fábricas (exatamente como no início do jogo) e uma nova rodada se inicia. Caso as peças que estão no saco acabem, pega-se as peças que foram descartas e coloque-as no saco para continuar a partida.

O jogo acaba na rodada em que algum jogador completar uma linha horizontal (isso acontecerá no mínimo em 5 rodadas). Nesse momento, contam-se também os bônus de fim de jogo: cada linha horizontal vale 2 pontos, cada coluna vale 7 pontos e cada conjunto (5 peças da mesma cor) vale 10 pontos. Quem tiver mais pontos é o vencedor.

Porque é tão bom?

The best board game of 2018 was Azul | Vox

Antes de tudo, é preciso falar do aspecto sensorial e táctil desse jogo. As peças são bonitas e gostosas de manusear. Muito do apelo do Azul está no design das suas peças. Elas são de acrílico, de um tamanho legal e ótimas para manusear no jogo, chamando muita atenção de quem vê o jogo de fora da mesa.

O bom do Azul é que sua estratégia é simples o suficiente para que todo mundo a perceba sozinho, mas a tática é super refinada e cheia de malícia. Ao escolher um conjunto de peças, você está abrindo mão dos demais e potencialmente criando novos grupos de peças para os adversários. Ganha o jogo quem consegue se ajudar melhor atrapalhando os amiguinhos ao mesmo tempo.

E isso é o suficiente para gerar uma jogabilidade profunda, onde a dificuldade está não em desvendar a economia do jogo, mas em entender o que os adversários estão buscando e se aproveitar disso.

Tática e Estratégia

Azul é um jogo muito mais tático do que estratégico. Você normalmente estará mais preocupado com a situação imediata ou dos próximos 2 ou 3 turnos do que fazendo muito planos em relação ao fim de jogo.

Existe uma estratégia comum: manter o jogo agrupado e priorizar as três primeiras linhas é a melhor forma de garantir pontos. Os bônus de fim de jogo são importantes, mas nem tanto assim: uma coluna cheia dá sete pontos, o que pode ser facilmente obtido com adjacências no meio jogo.

A quarta e a quinta filas devem ser usadas com cuidado, é importante evitar ficar com as duas presas de uma rodada para outra.  Tente preenchê-las estrategicamente, colocando as peças da cor que completam uma coluna ou o grupo, ao invés de um mísero ponto solto.

Como em qualquer jogo de draft, a iniciativa vale muito. O tile de primeiro jogador custa um pontinho, mas normalmente vale a pena pegá-lo se a jogada que permitir isso for razoavelmente produtiva.

O principal não é tanto pontuar, mas evitar que os adversários pontuem  mais do que você. É isso que torna Azul um jogo extremamente competitivo. A sua escolha influi diretamente no que os adversários vão poder fazer depois e é importante minimizar as oportunidades deles ao mesmo tempo que você tenta adiantar o seu lado

No jogo de 3 ou 4 pessoas essa parte tática fica um pouco mais tranquila e se joga um mais construtivo (os bloqueios acontecerão mais naturalmente, pelo simples fato de que as pessoas precisam das peças) mas em 2 pessoas, Azul se torna uma luta de faca na cabine telefônica. O jogo se torna muito mais uma questão de marcar do que de tentar construir o seu lado.

Legado

3 Azul Board Games Compared - The Board Game Family

Azul foi um sucesso absoluto quando lançado em 2017  e rapidamente se tornou uma franquia de jogos. Todos eles se baseando na ideia de comprar peças de uma cor (ou padrão) e juntar as demais no centro, com o objetivo de formar mosaicos no tabuleiro individual.

Azul - Vitrais de Sintra - Ri Happy

No ano seguinte, 2018, a Next Move lançou o Azul Vitrais de Cintra. O jogo trouxe várias mudanças, aumentando a sua complexidade, um número fixo de rodadas e opções para  montagem do tabuleiro individual, o que agradou ao público especializado inicialmente, mas o jogo depois se mostrou inferior ao original na minha opinião. As peças porém, que lembram as antigas balas soft, são belíssimas.

Em 2019 lançaram o Azul Pavilhão de Verão, que possui mais cores em jogos e uma proposta menos punitiva que os jogos anteriores (você pode ir acumulando as peças durante o draft para só decidir onde colocá-las no final, além disso, você pode carregar até 4 peças de uma rodada para a outra. Embora seja um jogo aparentemente mais tranquilo, ele se torna um pouco demorado demais, pois tem mais peças e rodadas em jogo. Embora eu tenha uma cópia física, ela foi pouco jogada. Agora que  entrou no BGA e eu estou conseguindo jogar um pouco mais e pegando suas malícias.

Em 2020 foi um ano mais calmo, com lançamento apenas de uma expansão para o Azul original, chamada Mosaico de Cristal. Basicamente ela traz mudanças no tabuleiro individual, gerando outros incentivos para colocar as peças que não apenas a adjacência. É interessante, mas não obrigatória. O melhor é o grid de plástico com relevo para que as peças não se mexam no seu tabuleiro se houve algum esbarrão.

Galápagos Jogos Azul: Jardim da Rainha, Jogo de Tabuleiro para Amigos, 2 a 4 jogadores, 45 – 60 minutos por partida | Amazon.com.br

Em 2021 lançaram o Azul Jardim da Rainha, também conhecido como “Azul Verde” (pois essa é a cor em destaque na caixa). Na minha opinião é o segundo melhor jogo da série (só perdendo para o original), onde precisa-se coordenar cores e padronagens visando maximizar os pontos. É um jogo bem mais complexo e sua experiência de jogar acaba sendo muito mais a de puzzle do que a de uma competição estrita com os adversários. Adoraria que ele chegasse ao BGA para poder jogar mais vezes.

Azul Duel - Next Move Games

Por fim, nesse ano de 2025 foi lançado o Azul Duel, uma versão exclusiva para dois jogadores que consegue de maneira bem esperta aumentar a complexidade e ao mesmo tempo diminuir a questão punitiva do jogo original em dois, pois ele obriga os jogadores a escolherem diversas coisas sempre deixando algo interessante para o adversário. Ainda é um jogo de muita competitividade, mas bem mais construtivo do que destrutivo. Considero este o terceiro melhor da série.

Esses são os 5 jogos principais da série. Para aproveitar a demanda, ainda foram lançados o Azul Chocolatier (que é o Azul original retematizado e com a mini expansão das fábricas) e versões portáteis do Azul original e do Pavilhão de Verão.

É muito jogo para um só conceito e alguns deles (claramente o Sintra e o Pavilhão de Verão) foram claramente produzidos de maneira açodada para serem apresentados e vendidos rapidamente. Ainda assim, são plenamente jogáveis e interessantes, embora estejam longe do original.

O maior legado porém não está na série de produtos e sim em quanto o jogo molda o gosto do público. Azul mostrou às editoras que existe um grande espaço para jogos abstratos, contanto que eles sejam bem produzidos e apresentados. Na esteira do Azul temos jogos como Sagrada, Reef, Dragon Castle (que usa lindas peças de Mah Jong) e, mais recentemente, Harmonies e Intarsia (que por acaso é do mesmo autor do Azul).

Dragon Castle - Quick Review - Resenhas - Compara Jogos

Sempre que surge um novo jogo de colocação de peças, invariavelmente terá algum gerador de conteúdo bradando  “Esse vai desbancar o Azul!”.

Se isso vai ocorrer um dia, eu não sei (muitos insistem que Harmonies é melhor, eu discordo muito), mas só o fato dele ser o “jogo a ser batido” demonstra a sua importância para o mercado e o hobby.

Porque o Azul é tão criticado?

Como vimos na parte sobre a tática e estratégia do jogo, Azul é um jogo muito competitivo porque as suas ações influenciam diretamente o que os adversários poderão ou não fazer. Isso gera, principalmente no jogo de dois jogadores, o que se costuma chamar de “Hate Draft”, que é quando você compra não o que é melhor para você diretamente, mas o que menos gera oportunidade para o seu adversário, ou pior, o joga no buraco, obrigando-o a pegar peças indesejadas e perder pontos.

Mesmo entendendo que isso faz parte do jogo, que é a conclusão lógica das regras, muita gente reclama dessa característica. Elas se acostumaram com jogos onde os jogadores tem poucas formas de atrasar o jogo dos adversários e, quando jogam algo que permite isso, a estranheza aparece.

A esse tipo de reclamação juntam-se outras coisas, como uma certa dependência de sorte (você não sabe como virão as peças na rodada seguinte, você pode até contar as distribuições, mas elas podem vir juntas ou separadas e isso faz bastante diferença) e o fato de que você pode ser atrapalhado por jogadas ruins de adversários (não é o hate draft em si, o cara simplesmente jogou mal e  te atrapalhou).

Essas críticas possuem bons argumentos e elas não me incomodam, Azul não é um jogo para todos, como nenhum jogo o é. O que acho um pouco estranho é perceber que muita gente se incomoda com o sucesso que ele faz e se mexe para desvalorizar o jogo, seja através de críticas injustas ou empurrando qualquer jogo que tenha ideias ligeiramente parecidas como como o “sucessor do Azul”.

Ludopedia | Fórum | Anitta joga Azul com o namorado — e eu ...

Tom Jobim dizia que, no Brasil, “Sucesso é uma ofensa pessoal”. A foto da Anitta jogando Azul demonstra um pouco disso. Uma coisa que deveria ser puramente positiva (uma pessoa famosa mostrando ao mundo que gosta de jogos de tabuleiro) gerou uma série de comentários bizarros sobre a cantora e sobre o jogo. Eu não gosto do repertório da Anitta mas, e daí? Descobri que ela tem algo em comum comigo. Qual mal que há nisso?

Seria fácil parar por aqui, mas eu acho que o problema não é esse. Existe um certo preconceito de geradores de conteúdo e de parte do público com jogos que não atendam a certos parâmetros (isso é, que não sejam euros médio pesados) e isso é uma percepção que tenho do hobby em geral e não só no Brasil.

Já foi provado que existe um bias nas notas do BGG em favor de jogos mais pesados. As pessoas realmente veem valor na complexidade. Eu, pessoalmente, embora goste de jogos com bastante elementos, prefiro quando um jogo consegue ser profundo com o mínimo de regras possíveis. Azul consegue isso, na minha opinião.

Conclusão

Azul tem um papel muito importante na minha vida de jogador. Foi um dos primeiros jogos que comprei, o primeiro importado (um amigo do trabalho foi a Spiel Essen em 2018 e o trouxe para mim).

Levei o jogo para uma viajem com a família. A tarde, eu e minha esposa estávamos jogando e minha sogra viu a partida. Ela perguntou se podia jogar, eu expliquei as regras e ela adorou! Tive que comprar uma cópia para ela.

Muito por causa disso, Azul é o jogo que mais joguei presencialmente na minha “carreira”.  Devo ter pelo menos umas 200 partidas presenciais e não sinto nenhum sintoma de enjoo. Tendo em vista o meu elo no BGA (que varia entre 200 alto e 300 baixo), ainda tenho muito o que aprender. Para mim é como Buraco ou Damas. Sempre pode ser jogado.

A despeito das críticas e eventuais defeitos, Azul para mim é um jogo que nasceu clássico e será jogado para todo o sempre. Em 500 anos, estará no panteão dos jogos, bebendo ambrosia a mesa junto com o Xadrez e o Go.

É só uma questão de tempo.

Nota 10/10

Resultado do “É Natal! Mande uma cartinha para o Papai Noel!”

Depois de ler todas as cartinhas cheguei a conclusão que todos que entraram na brincadeira entenderam o espírito e fizeram cartinhas muito legais, onde deu para conhecer um pouco mais de vocês e o que pensam.

Não me senti capaz de escolher uma carta e, para piorar, como eu conheço pessoalmente uma das pessoas, fiquei com medo disso influenciar meu julgamento de alguma forma.

Por isso, decidi sortear. Seguem os resultados:

Rome & Roll: Rafael Paz, Maricá (RJ)

Forrest Shuffle: Rodrigo Santana, Goiânia (GO)

Tiny Towns: Mariana Medaglia, Curitiba (PR)

Com exceção do Rafael (que mora aqui no Rio e com quem combinei entregar o jogo em mãos), os jogos já foram enviados e espero receber fotos dos presenteados!

Doação do Mês

Queendomino

O jogo que vou doar em Janeiro será o Queendomino, de Bruno Cathala, lançado em 2017 e publicado no Brasil em 2019 pela PaperGames.

O meu ponto com esse jogo é que ele é o exemplo perfeito do que eu chamo de “Raio Eurificador”: pegar um jogo simples de sucesso e tentar transformá-lo em um Euro para agradar aos “hobistas”.

Dificilmente isso dá certo. Kingdomino é um jogo familiar quase perfeito (não há toa, ganhou o Spiel des Jahres) enquanto Queendomino acabou ficando complexo para jogar com jogadores casuais e muito simples para os cracudos. Não joguei os que vieram depois, não tenho como avaliá-los.

Essa porem é apenas a minha opinião. O jogo é bonito, bem produzido e essa cópia, embora tenha sido comprada na época do lançamento, foi jogada pouquíssimas vezes. Se você queria ter a chance de conhecê-lo, ela está aqui!

Escreva um comentário sobre qualquer tema do hobby que o interesse. Eu sortearei o jogo entre todos os comentários que forem feitos no Blog do Covil que não forem apenas “Ei, eu quero ganhar o jogo” e que não tiverem nada de ofensivo nem a mim nem a qualquer ente do hobby. Vou verificar com o Paulo a possibilidade de fazer o sorteio em uma Live Nórdica.

 

 

 

Tags: AsmodeeBoard gamesJogos de Tabuleiro
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Eduardo Vieira é analista de sistemas, e participa do Hobby desde 2018, mas vem tentando descontar o tempo perdido! É casado, mora no Rio de Janeiro e vive reclamando que não tem parceiros para jogar tudo que compra!

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Comentários 11

  1. Daniel Mesquita says:
    3 dias atrás

    Acho o Azul um jogo realmente excepcional. Não o jogo tanto assim porque me incomoda um pouco ser muito mais um hate draft do q um jogo construtivo, como vc mesmo disse, mas talvez seja por falta de oportunidades de me aprofundar realmente no jogo como ele merece, e parar de somente apanhar por não entrar no jogo como deveria. Tanto o acho um bom jogo, e profundo e inteligente, apesar das regras “simples”, que já o indiquei pra 03 amigos não gamers (jogadores de xadrez e gamão) que adoraram! E continuarei indicando, e jogando, sempre que possível, pq é de fato uma obra-prima do design!

    Responder
    • Eduardo Vieira says:
      3 dias atrás

      Daniel,

      A melhor dica que posso te dar é jogar em 4 jogadores, onde o hate draft diminui muito.

      Outra dica é usar o BGA. O Azul é um dos jogos mais populares da plataforma, é bem fácil encontrar mesa pra jogar.

      Obrigado pelo Comentário!

      Sds,

      Eduardo

      Responder
  2. Rogério Fogari Simal Ramos says:
    3 dias atrás

    Muito bacana seu texto. Eu sou um dos que acham o Azul extremamente superestimado. Isso devido a jogabilidade dele. É simples demais, chata demais para mim, onde como você mesmo citou no texto, compensa preencher as duas/três primeiras linhas e o restante ir manejando. Então pra mim é um jogo que simplesmente não vale o investimento. Agora, a ideia do Azul Mini achei excelente e poderiam vir todos os outros assim também. Já o Azul Duel para mim é única e exclusivamente um caça-níquel, onde o autor e/ou a editora deviam estar com dificuldades financeiras.
    Sobre a Anita jogar Azul, eu achei bem bacana e seria muito legal ver o pessoal mainstream divulgando organicamente o hobby, simplesmente jogando e se divertindo, já que infelizmente, parece que gostar de algo como jogar jogos de tabuleiro parece ser mais ofensivo do que utilizar algum tóxico abertamente.

    Responder
    • Avatar photo Eduardo Vieira says:
      3 dias atrás

      Bem, discordamos quanto ao mérito do jogo, mas isso faz parte.

      Quanto ao valor, acho que a gente não deve usar o preço para avaliar, pois o jogo pode ser jogado gratuitamente no bga. Independente disso, eu também acho legal existir as versões miniatura. Não tanto pelo preço em si, mas pela questão ser portátil.

      Obrigado pelo feedback!

      Sds,

      Eduardo

      Responder
  3. Marcio Mello says:
    3 dias atrás

    Azul também foi um dos primeiros jogos que eu comprei e um dos primeiros da minha coleção. O tema nunca foi tão importante no jogo realmente, tanto que o texto é curto no manual, mas ao mesmo tempo é suficiente pra dar aquele sabor especial ao jogo. Em primeiro lugar quero elogiar o texto, com o qual concordo 100%, e agradecer pela contextualização histórica. Pra mim Azul é top 2 e tenho uma história afetiva interessante com ele: amarguei tantas derrotas nesse jogo no começo, que evitava jogá-lo, mas a partir do momento que ele saiu no BGA, comecei a enxerga-lo de outra forma: por causa do layout do site, e por jogá-lo em 2 (pra ser rápida a partida no celular), comecei a observar o jogo do adversário. Meu erro era que eu jogava do jeito “amigável”. Hoje, das minhas 918 partidas de Azul no BGA, tenho 477 vitórias, o que me deixa bem satisfeito por enquanto. No Azul existe um abismo entre saber jogar (conhecer as regras) e saber jogar (estrategicamente). Quando aprendi isso, passei a amar o jogo e ele se tornou inesgotável, tal como o Xadrez.

    Responder
    • Avatar photo Eduardo Vieira says:
      3 dias atrás

      Muito interessante o seu relato!

      Valeu pelo Feedback!

      Sds,

      Eduardo

      Responder
  4. Gleicy Daiany de Araújo Cardoso Stival says:
    2 dias atrás

    O que me encantou no jogo foi a sua delicadeza e beleza. Este foi , também, um dos primeiros jogos na nossa coleção. Gostamos demais, e através dos encontros em nossa casa, eu e meu marido apresentamos para amigos e parentes, ficando estes igualmente encantados com a jogabilidade.
    Não sairá nunca da nossa estante tão cedo, é um clássico e com clássico mais agrada do que decepciona.
    Além de ser um presente muito interessante, para alguém que nunca esperaria ganhar um jogo de tabuleiro. Recomendo sempre que me perguntam e já tive a grata experiência de dar de presente para outros.

    Responder
  5. Pedro Olavo says:
    2 dias atrás

    Aqui em casa o Azul compõe, junto com TTR e Splendor, a santíssima trindade dos BG. Minha companheira ama os 3 e sempre que apresentamos qualquer um deles pra pessoas novas eles se encantam.
    Entretanto, já aconteceu algo interessante com 2 grupos que costumamos jogar: de início sempre preferiram TTR ou Splendor ao contrário de Azul, porém com o passar do tempo (talvez um amadurecimento do jogador frente ao ato de jogar) passaram a preferir o Azul, e quando perguntei sobre a resposta sempre foi “Porque posso pensar em como atrapalhar outro de maneira mais fácil”. Ao meu ver esse sentimento está muito bem destacado no texto, quando o Eduardo fala sobre “impedir que o oponente pontue mais que você”.
    Pessoalmente prefiro o Azul somente com 2 jogadores, justamente pra um poder marcar o outro e ficar mais “apertado”, comparado com os outros 2 jogos que citei é o que mais gosto, sobretudo em 2 jogadores.
    Gostei bastante do texto! Principalmente pelo contexto histórico, não conhecia esse passado dos azulejos.

    Responder
    • Eduardo Vieira says:
      1 dia atrás

      Obrigado pelo Feedback, Pedro.

      À medida que a pessoa aprende a jogar, ela consegue não ficar tão focada no próprio jogo e começa a ver o que o adversário está fazendo. E os mais competitivos normalmente querem mais controle, enquanto aqueles que jogam pela experiencia querem mais o senso de ter construído alguma coisa (algo que o ttr talvez traga mais claramente).

      Sds,

      Eduardo

      Responder
  6. Thiago Viegas says:
    18 horas atrás

    Azul é e sempre será um jogo leve e divertido. Prefiro jogar em 2 pessoas, justamente para ir no matar ou morrer. Gostei da versão de Verão também, mas não posso dizer o mesmo da versão da Rainha.

    Responder
  7. Eduardo Menezes says:
    17 horas atrás

    Adorei ter falado também da parte sensorial e tátil! Faz muita diferença pra mim

    Responder

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