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Por trás do Board: London Segunda Edição

Rafael Carvalho por Rafael Carvalho
3 meses atrás
em Blog Nórdico, Por trás do Board
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Por trás do Board: London Segunda Edição
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Fala Povo! Eu sou o Rafa Carvalho trazendo mais um texto da série “Por trás do Board”, onde avaliamos como a temática de um jogo é amarrada em suas mecânicas, e, ao final, atribuímos uma nota para essa amarração que vai de 1 até 5.

E o Jogo da vez é mais um do mestre Martin Wallace, o punitivo e excelente London 2ªedição.

Em London, os jogadores assumem o papel de arquitetos famosos, encarregados de reconstruir a cidade depois do Grande Incêndio de 1666, guiando seu desenvolvimento até a alvorada do século XX.

Os jogadores vão precisar equilibrar seus planos, suas finanças e as necessidades dos habitantes da cidade se quiserem ser lembrados como lendas londrinas, ou seja, fazer o máximo de pontos de vitória, chamados no jogo de pontos de “prestígio”.

O Grande Incêndio

O Grande Incêndio de 1666, é um dos eventos mais significativos da história da cidade.

Antes do incêndio, Londres era uma cidade densamente povoada com muitas construções de madeira.

As ruas eram estreitas e as casas estavam muito próximas umas das outras, o que facilitava a propagação de incêndios, algo que precisou ser revisto nos projetos de reconstrução. Além disso, na época a cidade estava lidando com as consequências da Peste Bubônica de 1665, que já havia dizimado uma parte significativa da população.

O incêndio começou na madrugada de 2 de setembro de 1666, em uma padaria localizada na Pudding Lane. Acredita-se que uma faísca de um forno não apagado foi a causa inicial do incêndio.

As condições climáticas, com um vento forte e seco, ajudaram a espalhar as chamas rapidamente.

O Incêndio destruiu uma grande parte da cidade, incluindo a Catedral de São Paulo, mais de 13.000 casas, e muitos outros edifícios importantes, como a Royal Exchange e o Guildhall.

Estima-se que cerca de 70.000 das 80.000 pessoas que viviam na cidade ficaram desabrigadas, trazendo grande impacto social e econômico.

Após o incêndio, Londres passou por uma profunda reestruturação, que incluiu a criação de novas normas de construção e planejamento urbano. Sir Christopher Wren foi um dos principais arquitetos desse período, e ele projetou a nova Catedral de São Paulo.

A Catedral de São Paulo, além de ser um importante marco arquitetônico, se tornou um ícone de resiliência e renovação para Londres, simbolizando a recuperação da cidade após o incêndio de 1666, e tendo esse simbolismo reforçado também por sua resistência durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), quando, apesar dos bombardeios que devastaram partes de Londres, a catedral permaneceu intacta e serviu como um farol de esperança e um sinal de perseverança para os londrinos.

E é nesse processo de reconstrução que os jogadores estão envolvidos em London, que tem uma jogabilidade bastante simples, com poucas ações disponíveis, porém dominar essas ações já é outra história, então vamos para jogabilidade.

Reconstrução de Londres

Em London você utiliza as cartas de cidade para a reconstrução, sendo essas cartas divididas entre guildas, empresas e prédios, além de cartas de que vão te gerar pobreza, atrapalhando sua gestão de mão, mas já falamos sobre isso.

Em sua rodada tem apenas quatro opções de ações, comprar cartas, descer as cartas para sua área de construção, colocar a cidade para funcionar, ou comprar cartas de distritos.

O coração do jogo está na administração das cartas, pois para descê-las você precisa pagar o seu custo, se houver, e descartar uma outra do mesmo tipo da sua mão, dando a oportunidade ao adversário de comprá-la.

Você precisa ainda controlar bem o tamanho da cidade e as cartas remanescente na sua mão, pois ambas vão te gerar marcadores de pobreza, já que, assim como na reconstrução de Londres, também no jogo o maior desafio está na questão social.

O desafio social em London

De fato, com o número de prédios destruídos no incêndio, incluindo comércios e moradias, a questão dos desabrigados e do desemprego foi um grande desafio, perdurando por anos, e no jogo, reconstruir muito rapidamente a cidade, a tornando grande, representa sim a possibilidade de gerar riqueza , porém quanto maior sua cidade maior o desafio de ordenar esse crescimento, de ter uma renda bem distribuída entre a população por exemplo, podendo gerar também muita pobreza.

Isso acontece, pois, ao ativar a cidade, você recebe um marcador de pobreza para cada carta na sua mão e para cada construção da sua cidade, ou seja, para cada carta que foi descida, não sendo possível reduzir esse tamanho ao decorrer da partida.

Acho temática a questão da escolha do tamanho da cidade, pois grandes cidades são bem mais difíceis de administrar que menores, levam mais tempo para serem ativadas, mas, se bem organizadas, tem o potencial de gerar muita dinheiro e prestígio, enquanto cidades menores vão te dar menos dor de cabeça em relação a pobreza, vão girar mais rapidamente, ser ativadas mais vezes, mas a medida que o jogo desenrolar e cartas mais caras vierem, é grande a chance de te faltar recursos para adicionar boas cartas à sua área de construção.

No fim do jogo, cada marcador que você ainda tiver te dará pontos negativos, e é comum nas primeiras partidas ter jogadores com pontos negativos, por se empolgaram demais focados em apenas em gerar renda, e deixando de lado essa questão social.

É claro que muitas cartas irão te auxiliar a descartar marcadores de pobreza, mas a sensação é de estar enxugando gelo, quantas vezes eu consegui eliminar a mesma quantidade de pobreza que gerei na rodada, finalizando com a mesma quantidade inicial.

Efeitos das Cartas

Ainda falando das cartas de cidade, divididas em três categorias, guildas, empresas e prédios, aqui temos o ponto mais temático do jogo, que é a relação do que as cartas representam com seus efeitos quando ativamos a cidade.

Na imagem acima vemos alguns exemplos como Comerciantes, Vinicultores, Peixeiros e Alfaiates te gerando renda com baixo custo, ou a Companhia das Índias Orientais, que requer maior investimento, mas te proporciona um retorno ainda maior em renda, enquanto a indústria de couro também te gera um bom dinheiro, porém gerando pobreza extra.

Temos cartas que vão reduzir sua pobreza, como Estação para tratamento de água, albergues e moradias populares, além de algumas localidades com efeitos mistos, como Força Policial, Prisão de Brixton, Refugiados Judeus e o Banco da Inglaterra, que geram tanto renda quanto prestígio, ou até cartas voltadas apenas ao prestígio, como o exemplo do Palácio de Buckingham.

São muitas cartas e efeitos que podemos relacionar, mas para ilustrar esses pontos podemos citar dois exemplos, um deles são os imigrantes judeus (para mim a carta mais bonita do jogo), que desempenharam um papel crucial na reconstrução de Londres, contribuindo com habilidades comerciais, financeiras e artesanais que ajudaram a revitalizar a economia local, e cujo efeito da carta representa essa abrangência e versatilidade, permitindo ser substituído por duas novas cartas do baralho.

O segundo exemplo fica para o efeito do Palácio de Buckingham, que representa com assertividade o status e prestígio da monarquia britânica, servindo como residência oficial da Rainha e simbolizando a continuidade da tradição real em Londres, e cuja carta tem um custo bastante alto dentro dos moldes do jogo (£10 – dez libras esterlinas), mas te proporciona alta recompensa de sete pontos de prestígio.

E é claro, temos as cartas de pobreza, que atrapalham a sua gestão de mão enquanto você tenta arquitetar a reconstrução ordenada e sustentável de Londres, que durante a reconstrução enfrentou grandes desafios com a necessidade de alocar recursos para os desabrigados enquanto tentava revitalizar a cidade e estabelecer novas infraestruturas.

Distritos

Um último tipo de carta são as cartas de distritos, sempre três disponíveis para compra dos jogadores.

A reconstrução de Londres após o incêndio levou a uma significativa reorganização dos distritos e do planejamento urbano, com Sir Christopher Wren como um arquiteto chave, projetando edifícios públicos e enfatizando ruas mais largas e higiênicas. A cidade foi dividida em novas paróquias e distritos administrativos, facilitando a governança e a implementação de leis, além de atrair investidores e revitalizar a economia local. Essa nova configuração também promoveu a coesão social, criando espaços públicos que integraram diferentes grupos e fortaleceram a identidade comunitária, refletindo a necessidade de segurança e controle em um período vulnerável.

A aquisição de cartas de distritos em London é mais cara em relação às localidades, e vão te proporcionar efeitos tanto imediatos quanto contínuos. Você pode ter quantos distritos puder pagar, porém seus efeitos contínuos valem apenas para o último distrito comprado, e esses efeitos devem ser muito bem explorados dentro de sua estratégia na partida.

Outro ponto interessante destas cartas são suas localidades divididas entre norte ou sul, e se estão ou não adjacentes ao rio Tâmisa, o que pode fazer aquele combo bacana com cartas de cidade, te gerando mais prestígio por exemplo.

Empréstimos

Por fim, vale falar da questão dos empréstimos, algo comum em vários jogos do mestre Martin Wallace, e como sempre, uma ação que pode vir a ser necessária, mas que como todo empréstimo, vai te cobrar juros, e aqui não é diferente, para cada 10 libras esterlinas que você pega de empréstimo você precisa pagar 15, em algum momento, e se não puder, vai perder 7 pontos de prestígio ao final da partida.

Vale destacar que Londres recebeu financiamento e empréstimos externos durante a reconstrução após o incêndio de 1666. O governo inglês buscou empréstimos de investidores locais e internacionais para ajudar a financiar o processo de reconstrução, que exigia consideráveis recursos financeiros. O Parlamento também aprovou a emissão de títulos públicos para levantar fundos. Além disso, a comunidade judaica, que estava presente em Londres após o incêndio, contribuiu com empréstimos e investimentos, dada sua experiência em finanças e comércio.

Esses financiamentos foram cruciais para a revitalização econômica da cidade e para a implementação das ambiciosas obras de reconstrução planejadas.

Veredito

E é isso povo, London 2ª edição reflete aspectos históricos do desenvolvimento de Londres após o Grande Incêndio de 1666, e faz isso com uma arte linda e mecânicas simples, porém com decisões desafiadoras, espelhando as dificuldades enfrentadas pelos londrinos durante esse período de transformação.

London consegue empregar esse período de reconstrução de em suas mecânicas com um certo nível abstração, mas a temática é sim presente, apesar de poder passar despercebida para olhos menos atentos.

Dito isso, avaliamos as principais mecânicas de London 2ª Ed., e chegamos à tabela de análise com a nota final de 3,0.

E é isso, um texto mais direto para um jogo objetivo, elegante, e difícil de se dominar. Se gostou deixa o like e compartilha, é sua forma de incentivar a mídia escrita aqui no Covil dos Jogos! Até o próximo “Por trás do Board”.

Tags: Meeple BR
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Pai da Alyssa e da Bia, maridão da Michelle, Professor Universitário, Dr. em Gestão do Conhecimento, Board Gamer, Covileiro e RPGista das antiga. Visite o perfil no Instagram: @ludosidebg e youtube: @ludoside-bg

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